fotografia de Pedro Jafuno
fotografia de Pedro Jafuno
Carolina Canteli (São Bernardo do Campo, 1992) é Bacharela e Licenciada em Dança pela UNICAMP (Brasil), formou-se em performance arts no Programa Avançado de Criação em Artes Performativas - PACAP 5 (Portugal), com curadoria de João Fiadeiro e no atual ano de 2026 torna-se mestranda no Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena da UFRJ.
Possui experiência enquanto artista-criadora, performer, diretora artística, educadora, pesquisadora, produtora e gestora cultural. Sua pesquisa encontra-se nas questões: corpos-paisagens; criação enquanto zona de encontro entre campo íntimo e esfera/lugar público; devires-coisas; composição em tempo real (C.T.R) e a percepção de tempo não-linear/espiralar; poesia enquanto matéria e metodologia de criação; urbanismos corporificados; dramaturgia do acontecimento.
Completou um ano como docente no Curso Regular de Dança e Performance (Matutino) na São Paulo Escola de Dança em 2025, ministrando aulas teóricas e práticas e realizou orientação artística em diversos projetos de finalização de semestre. Além de docente regular neste curso, ministrou aulas de consciência do movimento para a turma de Coreografia, Dramaturgia e Direção. Na mesma instituição, foi mediadora da leitura do livro ‘Performances do tempo espiralar: Poéticas do corpo-tela’, de Leda Maria Martins e mediou também a conversa através da leitura da entrevista 'Definir Performance é um Falso Problema' de Eleonora Fabião para o Jornal Diário do Nordeste.
Ainda em 2025, foi palestrante no curso ‘A arte da performance: criações e urbanismos’, no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc SP. Foi convidada a realizar também falas públicas no ano anterior, como na conversa ‘Corpo e Espaço: FTMM com Carolina Canteli’, dentro do projeto Materiais para Intimidades Extremas, contemplado pela 34ª edição do Programa Municipal de Fomento à Dança para Cidade de São Paulo e foi entrevistada por Rakel Azevedo acerca de sua trajetória artística no podcast Taça de Chá, veiculado no Spotify. Sobre sua parceria com os artistas de FTMM (Felipe Teixeira e Mariana Molinos), esta se estende para uma frequente colaboração com a dupla, tendo realizado enquanto performer os trabalhos ‘HIATO EXPANDIDO’, no SESC Av Paulista e FLIPEI (2024), 'GESTOS' - videodanças expostos no projeto ‘Materiais para Intimidades Extremas’, na Casa das Caldeiras (2024), está em episódios da ‘TV Chorume’ (2020), além de ter realizado laboratórios de criação para ‘Meltdown #1’ (2020).
É co-diretora artística e performer no grupo MEIO, coletivo formado desde 2013 em que, junto a Iolanda Sinatra e Everton Ferreira, exerce direção, coordenação e mentoria de projetos culturais, além de criar trabalhos performáticos, intervenções urbanas e diversos formatos de dança enquanto campo ampliado. Para além de assinar a criação de trabalhos com o grupo como em ‘MATÉRIAS MOVEDIÇAS: ação acoplamento’ (2025), ‘BABILÔNIA’ (2022), ‘vídeodanças Matérias Movediças e MATÉRIAS MOVEDIÇAS: ação acoplamento’ (2021), ‘180’ (2018) - para citar os mais recentes, foi orientadora de 20 artistas convidades para versões de ‘180’ (modo remoto virtual - 2021). Com MEIO também realiza atividades artístico pedagógicas, sendo elas: ‘Residência Corpos-paisagens: corpos que atravessam os fluxos da cidade’ (BR, 2023, 2021 e 2019); Coordenação pedagógica em ‘Luz-corpo-paisagem no processo de criação’ com grupo MEIO e Marcus Garcia (BR, 2021); ‘Laboratório PARQUE DAS MATÉRIAS’ (BR, 2021); ‘Módulos de aulas com grupo MEIO - MATÉRIA CHÃO’, (BR, 2020); ‘Residência 180’ (BR, 2019); ‘Workshop 180’ no festival FEIA 19, UNICAMP (BR, 2018).
Também atua desde 2015 como performer e criadora na Cia. Perversos Polimorfos, tendo ministrado as atividades artísticas pedagógicas ‘ATELIER LABORAL CANSEI DE SER SEREIA’ (BR, 2018) e ‘Ateliê Sacro-ofício: práticas para consagrar o gesto’, dentro do projeto COMUNIDADE da Cia. Perversos Polimorfos (BR, 2024). Com essa Cia. criou e circulou com os trabalhos ‘COMUNIDADE’ (2024), ‘SHINE’ (2018) e ‘Cansei de Ser Sereia’ (2017), bem como fez parte do videodança ‘SOMBRAS’ exibido na Quadrienal de Praga (2019).
Além destes citados acima, já esteve em colaboração nos trabalhos: ‘BOSQUE’, de Clarice Lima; A Mon Seul Désir [Ao meu único desejo] de Gaëlle Bourges (FR/BR); ‘de bOca Cheia’, de Júlia Salem (BR/PT); ‘Ações para Corpos Ressonantes’, de Juliana Moraes para obra de Ana Maria Tavares na PINACOTECA; ‘R|EXISTÊNCIA’ e ‘O que fazer daqui para trás_versão expandida’, de João Fiadeiro (PT); ‘BATUCADA’, de Marcelo Evelin, ‘Lab ENTRE CÃES E LOBOS’, de Gustavo Ciríaco (BR/PT); ‘INFINITIVOS’ de Volmir Cordeiro (BR/FR); ‘Novos Experimentos’, ‘ATO INFINITO’ e ‘ABISSAL’ de Claudia Palma; ‘DESABAR’ para PIVÔ, de Marina Dubia (BR/DK); ‘ACESSO DE SACADAS DE ACESSO DE SACADAS’ para CCSP e ‘Eu Só Queria Ganhar Flores’ para MIS-SP, de Gabriel Tolgyesi; ‘Entre uma Brisa e uma Sudestada’, de Mariana Catalina Iris (UY); ‘TOTEM’ de Ludmila Porto; ‘M’ de Daniel Pizamiglio (BR/PT), ‘Moto Perpetuo’ e ‘Afinita Eletive’ de Teresa Ranieiri (ITA), ‘Impressions, de Clarice Assad’ e ‘Fantasia, de Villa-Lobos’ com coreografias de Holly Cavrell (USA/BR); ‘Quando eu Morrer me Enterrem na Floresta’ de Francisco Thiago Cavalcanti e UM CAVALO DISSE MAMÃE (BR/PT).
Produz seus trabalhos autorais, como ‘mover a dura certeza’ e ‘aquilo que sei e não sei sobre mover a dura certeza’, trabalhos que põe-se a discutir rua e/ou a sociabilidade a partir do refletir enquanto gesto e enquanto reflexão (pensamento). Estes foram criados em contextos de investigação advindos do PACAP 5 e da Residência artística - A PELE NÓMADA: 3O anos dos LAB/Projectos em Movimento, com orientação de João Fiadeiro (PT, 2023).
‘aquilo que sei e não sei sobre mover a dura certeza’, foi apresentado pela primeira vez no Brasil na FLIPEI (BR, 2024) e reapresentado em Portugal na programação de dança, performance e poesia de GERUNDIO (PT, 2024). Por sua vez, o trabalho ‘mover a dura certeza’ teve sua primeira residência artística, à convite da curadoria de Julia Salem no Ciclo Corpo-Espaço - COSMUNIDADES (PT, 2024).
‘vaca encontra o rio’, seu outro trabalho autoral, é um solo cuja artista ficciona ser vaca para ruminar o tempo e discutir as forças políticas do abate e do abatimento. Este último, veio a público como peça de dança no Centro da Terra (BR, 2024), no entanto sua pesquisa se estende por 7 anos entre dança, poesia, fotografia analógica e desenhos, desde contextos no Brasil até sua pesquisa na Espanha, Portugal e Brasil novamente. Realizou o workshop ‘Compartilhamento de prática: vaca encontra o rio’, na Residência Rural Artística A Casa Vella (ES, 2022).
Vale dizer que além de atuar com produção cultural, teve o início da sua carreira no trabalho com gestão cultural em equipamentos/projetos como: Fomento à Dança; projeto piloto de implementação do Centro de Referência da Dança da Cidade de São Paulo, parceria entre SMC e Cooperativa Paulista de Dança; Mapa da Dança da Cidade de São Paulo, com orientação de Ana Francisca Ponzio.
Por fim, dentre os seus trabalhos com produção, destacam-se os eventos Semana Criativa de Tiradentes, HONK SP e SP-arte. Realizou assistência de produção/produção local para os trabalhos artísticos: “O cheiro da terra depois do fogo... ” de Myriam Omar Awadi para 36a Bienal de São Paul; Miquelina e Miguel, de Miguel Pereira (PT) - O RUMO DO FUMO; Canto de Começos no Sesc Pompéia (BR); Sacrifico Enquanto Estou Perdido na Terra Salgada, Hooman Sharifi - Teatro São Luiz, Lisboa (PT) / FESTIVAL ALKANTARA; Eu Só Queria Não Ter Uma Cabeça, de Everton Ferreira e Iolanda Sinatra - apoio PROAC Primeiras Obras de Dança 2015, São Paulo (BR); This Is Not About Me, de Gabriel Tolgyesi - apoio PROAC Primeiras Obras de Dança 2015, São Paulo (BR).